A Secretaria Municipal da Saúde divulgou nesta quarta-feira (28/01) mais um alerta à população cachoeirense para a prevenção e combate à dengue, desta vez destacando os riscos que envolvem a falta de cuidados com as caixas-d’água mantidas nas propriedades domiciliares e empresariais. Durante as ações de combate à doença desenvolvidas ao longo das últimas semanas pelos agentes de combate às endemias, vários foram os flagras registrados pela equipe de recipientes mal vedados, que são ambientes propícios à proliferação de focos do Aedes aegypti. “O mosquito, que é o vetor da dengue, utiliza água parada para se reproduzir e caixas d’água sem as devidas tampas ou sem manutenção adequada estão entre os principais focos encontrados nos domicílios”, adverte a bióloga da SMS, Rosinele Perez. “Mesmo poucos dias com a caixa d’água aberta são suficientes para que o mosquito complete seu ciclo de reprodução. Por isso, a verificação semanal das tampas e das condições do reservatório é essencial”, complementou.
A orientação do Setor de Vigilância Ambiental da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) é para que todos os reservatórios permaneçam sempre totalmente fechados, com tampas bem ajustadas e sem frestas. Tampas improvisadas ou danificadas não oferecem proteção suficiente e devem ser substituídas, avaliam os profissionais da Saúde. Além disso, é fundamental realizar a limpeza periódica da caixa-d’água, recomendada a cada seis meses, utilizando escova, sabão neutro e solução de água sanitária, conforme orientações técnicas da Vigilância em Saúde.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça à população a importância do manejo correto das caixas-d’água nos imóveis como medida fundamental no combate à dengue. “A população também pode colaborar permitindo o acesso dos agentes de saúde e de combate às endemias às residências, seguindo as orientações repassadas e denunciando possíveis focos do mosquito. Prevenir a dengue é um compromisso de todos pela saúde coletiva”, resumiu a bióloga. A população pode manifestar-se através da Vigilância em Saúde (9 9693-6298) ou da Ouvidoria do SUS (9 9906-7384).
ORIENTAÇÕES DAS EQUIPES DE SAÚDE
Medidas simples contribuem significativamente para a redução da transmissão da doença e para a proteção coletiva:
* Manter a caixa d’água sempre totalmente vedada
A tampa deve estar bem ajustada, sem frestas ou rachaduras.
Tampas improvisadas (madeira, telhas, plástico solto) não são seguras.
Caso a tampa esteja danificada, orientar a substituição imediata.
* Limpeza periódica correta
Promover a limpeza da caixa d’água a cada 6 meses, ou sempre que houver sujeira visível.
Passo a passo simplificado para a manutenção:
Fechar o registro de entrada de água;
Esvaziar a caixa, deixando um pouco de água no fundo;
Esfregar paredes e fundo com escova e sabão neutro;
Enxaguar e descartar a água suja;
Desinfetar com solução de água sanitária (proporção orientada pela vigilância sanitária);
Manter fechada após o enchimento.
* Verificação frequente
Não deixar caixas destampadas “temporariamente”, pois poucos dias são suficientes para o ciclo do mosquito;
Verificar semanalmente se a tampa está bem colocada e se não há acúmulo de água parada em torno da caixa.