Dois irmãos gêmeos que estavam acolhidos no Lar Bem-Me-Quer, em Cachoeira do Sul, tiveram a adoção concretizada e passam a integrar uma nova família. Os bebês nasceram em 28 de maio de 2026 e foram acolhidos pela instituição em 23 de junho do mesmo ano, em razão de negligência familiar, situação de risco e vulnerabilidade, além do uso de substâncias psicoativas pelos pais.
A família adotante estava cadastrada há quatro anos no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), plataforma oficial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reúne informações sobre crianças e adolescentes disponíveis para adoção e pretendentes habilitados em todo o país.
Segundo as técnicas do serviço de acolhimento, a adoção somente acontece após o esgotamento de todas as possibilidades de permanência da criança ou do adolescente junto à família de origem.
“Os acolhidos pelas casas-lares só são inseridos no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento depois que todas as alternativas de reintegração à família nuclear, formada pelos pais, e à família extensa, como avós, tios e padrinhos, são devidamente analisadas e esgotadas. A adoção é sempre a última medida, priorizando o direito à convivência familiar”, explicam.
Como funciona o processo de adoção
As pessoas interessadas em adotar devem, inicialmente, realizar a habilitação junto ao Poder Judiciário, no Fórum. O processo envolve entrevistas, avaliações e uma capacitação obrigatória, que apresenta as etapas, responsabilidades e aspectos legais da adoção.
Durante a habilitação, os pretendentes também definem o perfil da criança ou do adolescente que desejam adotar, considerando critérios como faixa etária, sexo e outras características. Após a conclusão dessa etapa, passam a integrar a fila do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).
A fila tem abrangência nacional, e o tempo de espera não é determinado exclusivamente pela ordem de inscrição. Vanusa esclarece que o principal critério é a compatibilidade entre o perfil indicado pelos pretendentes e o perfil das crianças e adolescentes disponíveis.
“É importante esclarecer que o sistema não funciona apenas pelo tempo de espera. O principal critério é a compatibilidade entre o perfil informado pelos pretendentes e o perfil da criança ou adolescente disponível para adoção. Por isso, algumas famílias aguardam mais tempo e outras menos”, ressaltam as técnicas.
O prefeito Leandro Balardin destacou o trabalho da equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social. “O Município está envolvido diretamente em questões muito sensíveis, como o acolhimento de crianças em situação de vulnerabilidade. Notícias como essa mostram a importância do trabalho desenvolvido pelas equipes e pela rede de proteção”.