Cachoeira do Sul registrou uma importante redução na taxa de mortalidade infantil em 2025. Dados preliminares apresentados pelo setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde apontam que o índice caiu para 6,46 óbitos por mil nascidos vivos entre residentes do município, um resultado considerado bastante positivo.
Ao longo do ano, foram registrados 773 nascimentos de cachoeirenses, com a ocorrência de 1 óbito fetal e 5 óbitos infantis. Óbito infantil é definido como a morte de um bebê nascido vivo antes de completar um ano de idade (364 dias). A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), Andrea Santos, explica que a mortalidade infantil é acompanhada por meio da Vigilância do Óbito Infantil, Fetal e Materno, utilizando o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM). O trabalho envolve busca ativa, notificação, investigação, análise e monitoramento dos óbitos, com o objetivo de identificar causas, fatores de risco e propor medidas para a redução dessas ocorrências.
No comparativo estadual, dados preliminares do portal BI indicam que o Rio Grande do Sul apresenta taxa de mortalidade infantil de 9,79. A meta da Secretaria Estadual da Saúde está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que buscam reduzir as mortes evitáveis de crianças menores de cinco anos até 2030. O Estado trabalha para alcançar um coeficiente próximo da meta nacional, de 8 óbitos por mil nascidos vivos, mantendo-se entre os melhores indicadores do país, com ações focadas na qualificação da atenção primária, do pré-natal, do parto e do pós-parto, além da investigação dos óbitos.
O desempenho de Cachoeira do Sul em 2025 se destaca, especialmente por considerar que muitas causas de óbitos infantis e fetais são evitáveis. Entre os fatores que impactam diretamente a redução da mortalidade infantil estão as condições socioeconômicas das famílias, o acesso ao pré-natal e à assistência qualificada ao parto, o aleitamento materno, a vacinação, a alimentação e nutrição adequadas e o saneamento básico.
A secretária municipal da Saúde, Camila Barreto, reforça a importância da adesão precoce ao pré-natal e da manutenção do calendário vacinal atualizado para gestantes e recém-nascidos. Ela também destaca a incorporação de novas vacinas ao SUS, como a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), disponível para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. Segundo a secretária, a imunização é altamente eficaz, podendo reduzir em até 80% o risco de hospitalizações de bebês, prevenindo complicações como a bronquiolite, uma das principais causas de internação na infância, além de contribuir para a redução de óbitos evitáveis.
Série histórica da mortalidade infantil, fetal e materna
Cachoeira do Sul / RS
• 2019: 967 nascimentos | 12 óbitos infantis | taxa 12,40
• 2020: 1.013 nascimentos | 6 óbitos infantis | taxa 5,92
• 2021: 917 nascimentos | 11 óbitos infantis | taxa 11,99
• 2022: 843 nascimentos | 14 óbitos infantis | taxa 16,60
• 2023: 842 nascimentos | 10 óbitos infantis | taxa 11,87
• 2024: 752 nascimentos | 10 óbitos infantis | taxa 13,29
• 2025: 773 nascimentos | 5 óbitos infantis | taxa 6,46
Fonte: Departamento de Vigilância Epidemiológica – SMS Cachoeira do Sul
Dados referentes a residentes de Cachoeira do Sul