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06 FEV 2026
Saúde orienta sobre aparecimento de escorpiões na zona urbana
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Por meio de Nota Informativa emitida nesta sexta-feira (06/02), o setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde está orientando a população cachoeirense sobre o aparecimento de escorpiões na zona urbana do município, fato que vem repercutindo nas redes sociais. A Diretoria de Vigilâncias em Saúde (DVS) esclarece que tem realizado o monitoramento da situação, mais intensivamente a partir de novembro de 2025, e que os animais identificados são da espécie Bothriurus bonariensis, que é o escorpião preto comum, cuja aparição é habitual no verão e, embora tenha uma picada dolorida, esta espécie não é perigosa e não oferece risco de morte. Ele é escuro e comumente encontrado nas regiões no Sul/Sudeste/Centro-Oeste.

No Brasil, os escorpiões de importância em saúde pública são de espécies do gênero Tityus, sendo o principal o Escorpião-amarelo (T. serrulatus) com ampla distribuição em macrorregiões do país como as Sudeste/Centro-Oeste, e que representa a espécie mais preocupante em função do maior potencial de gravidade. Esta classe possui veneno neurotóxico potente e reprodução partenogenética (fêmeas se reproduzem sozinhas), causando acidentes mais graves, com alto risco para crianças. Segundo a nota, a única identificação deste tipo de escorpião em Cachoeira do Sul ocorreu em novembro de 2015, quando o animal foi encontrado em uma caixa de alimentos que chegava de CEASA, em um supermercado do município. Desde então, a Vigilância Municipal tem realizado monitoramento, sem identificação de novos exemplares da espécie.

 

EM CASO DE ACIDENTES

A Vigilância Epidemiológica orienta, contudo, que em situações de acidentes com animais peçonhentos (de qualquer espécie) a população deve procurar o serviço de saúde o mais rápido possível para atendimento, de forma que o escorpião seja levado à emergência junto do paciente, para que a equipe possa fazer foto e encaminhar para o Centro de Informação Toxicológica (CIT) para rápida identificação do animal peçonhento e orientar conduta de tratamento. Dúvidas podem ser esclarecidas com as equipes de saúde do bairro, como agentes comunitários de saúde, agentes comunitários de combate às endemias ou diretamente na DVS, pelo telefone (51) 9 9693-6298. Confira a íntegra do comunicado em anexo.

Autor: Viviane Souza
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