Em evento que acontece nesta sexta-feira (27/03), nas dependências da 8ª Coordenadoria Regional de Saúde, Cachoeira do Sul adere ao projeto nacional Nós Na Rede, uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz Brasília, com o objetivo de fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) por meio da Educação Permanente em Saúde. O projeto deve qualificar mais de 42 mil profissionais do Sistema Único de Saúde que atuam no cuidado de pessoas em sofrimento mental e aquelas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas, além de pessoas em conflito com a lei. Na cidade, a qualificação está reunindo cerca de 30 servidores da Secretaria Municipal da Saúde, atuando em diferentes funções na rede de saúde, seja diretamente nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps II, Caps Infantojuvenil e Caps Álcool e Drogas), na atenção básica, assim como na UPA e Hospital de Caridade e Beneficência (HCB).
O curso tem carga horária de 120 horas (90h à distância e 30h presenciais distribuídas em cinco aulas), com encontros mensais de seis horas. O objetivo é qualificar trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), fortalecendo os CAPS como articuladores do cuidado e ampliando a atenção em saúde mental, com ênfase na desinstitucionalização, na redução de danos e no cuidado a pessoas em uso problemático de álcool e outras drogas, promovendo práticas alinhadas aos princípios do cuidado em liberdade. “Entendemos como primordiais estes espaços de estudo e planejamento das equipes, para que possam aprimorar o processo de trabalho e ofertar um cuidado mais qualificado à população”, avalia a secretária municipal da saúde, Camila Barreto.
OS “NÓS” DA SAÚDE MENTAL
O projeto surge com a proposta de traçar estratégias de enfrentamento aos nós do cuidado em saúde mental na Rede de Atenção Psicossocial. A necessidade de maior articulação com a Atenção Primária (leia-se postos de saúde), os impactos de descontinuidade da assistência no contexto de pandemia e a precarização do trabalho em saúde mental são exemplos dos inúmeros desafios enfrentados pela rede que tem repercutido em práticas distanciadas dos objetivos e diretrizes da RAPS. “A saúde convive ainda com os impactos da pandemia do coronavírus e um dos principais deles advém dos reflexos que o isolamento social impôs às pessoas, fato que sabidamente contribuiu para quadros de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais. E a educação permanente prepara os servidores para os novos desafios e contextos da assistência em saúde pública”, complementa Camila Barreto.