A Administração Municipal organizou um comitê intersetorial para contribuir com a rede municipal da pessoa com deficiência. A iniciativa foi lançada na última quarta-feira (25/03), em reunião no gabinete do prefeito, da qual participaram os gestores das secretarias da Saúde, Desenvolvimento Social, Educação, Fazenda e da Procuradoria-Geral. A proposta do grupo de trabalho é analisar indicadores de saúde no contexto do município para as demandas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências, bem como a rede multidisciplinar que a assistência especializada mobiliza.
No encontro, a titular da Saúde, Camila Barreto, apresentou ao grupo os dados de um estudo que vem sendo realizado na cidade, mais especificamente junto ao Centro de Atendimento em Saúde (CAS TEAcolhe), através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), que conta com a experiência em gestão do Hospital Israelita Albert Einstein. Os dados coletados, acrescenta a secretária, irão guiar o planejamento das ações no âmbito da saúde. “Conhecer quem são esses usuários no município, analisar a rede municipal, o acesso, as fragilidades e potencialidades nos permite pensar nos processos de trabalho e desenvolver ações efetivas em curto e médio prazos”, avalia Camila.
PRONTUÁRIO ELETRÔNICO
A pesquisa e o planejamento que vêm sendo aplicados via PROADI-SUS junto ao CAS TEAcolhe já determinaram a implantação do prontuário eletrônico municipal neste serviço, a fim de promover mais interlocução com as demais unidades da rede de assistência. O próximo passo, adiantou a titular da SMS, será disponibilizar no ambiente digital os exames necessários para as demandas do CAS, a fim de evitar deslocamentos extras e facilitar o acesso das famílias. “Ao longo deste ano inúmeras ações serão promovidas para organização da rede e a qualificação do acesso à rede pela pessoa com deficiência”.
Outra iniciativa da SMS para ampliar a interlocução entre os serviços ocorreu no Caps Infantojuvenil, reunindo CAS TEAcolhe e os centros regional e macrorregional de referência em TEA (CMR e CRR) para organização de fluxograma e organização dos processos conjuntos de trabalho. Camila reforça que, através do projeto qualificado de gestão do Ministério da Saúde, já estão em andamento as tratativas para a formalização e futura operacionalidade das terapias de habilitação intelectual aos pacientes do município.